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Diferenciação celular Wikipédia, a enciclopédia livre

Outro equívoco generalizado é que, quando uma célula se divide, ela sempre produz duas células idênticas. Na realidade, a taxa de divisão varia amplamente dependendo do tipo de célula e das condições do organismo. Um mito comum é que todas as células se dividem numa taxa constante. O ciclo celular é, em essência, a base da vida e da saúde.

A partir daí, células-tronco embrionárias começam a se especializar gradualmente, dando origem a tecidos e órgãos. Embora a regulação epigenética seja necessária para dirigir a diferenciação celular, não é suficiente para este processo. Isto consegue-se por meio da activação nelas da via Jak-STAT3, a qual é necessária e suficiente para manter a pluripotência destas células estaminais embrionárias de rato. As citocinas factores inibidores da leucemia estão associadas à manutenção das células estaminais embrionárias de rato em estado indiferenciado. Pensa-se que a sinalização celular influencia o processo epigenético que governa a diferenciação celular. A maioria dos sítios CpG em células estaminais embrionárias não estão metilados e parecem estar associados a nucleossomas que transportam H3K4me3.

Qual o principal mecanismo de diferenciação celular?

Portanto, entender como as células se multiplicam e se organizam é crucial para diversas áreas como a biomedicina e o tratamento de doenças. É um processo em constante adaptação, sempre que necessário para manter o organismo saudável. Assim, o ciclo celular é regulado por fatores internos e externos, como sinais de crescimento e danos ao DNA.

As mitocôndrias estão presentes na maioria das células e podem ser encontradas em alta concentração em órgãos que exigem energia constante, como o coração e o fígado. Sem a respiração celular, as células não teriam energia para realizar funções essenciais, como movimento, crescimento e divisão. Compreender os processos de diferenciação celular pode ajudar em diversas áreas, desde o avanço em tratamentos médicos até a sua própria saúde. Elas atuam como chaves que ativam processos de diferenciação celular.

Origem e Evolução do Conceito de Sustentabilidade

Finalmente, a proteína Sonic hedgehog, além do seu papel como morfógeno, promove a diferenciação de células estaminais embrionárias e a autorrenovação de células estaminais somáticas. A depleção de factores de crescimento promove a diferenciação de células estaminais embrionárias, enquanto os genes com cromatina bivalente podem tornar-se mais restritivos ou mais permissivos na sua transcrição. Al., numa publicação de 2011, avaliaram a extensão e complexidade do papel dos processos epigenéticos na determinação da diferenciação que uma célula vai sofrer mediante a programação epigenómica aberrante de células estaminais pluripotentes induzidas humanas (iPSCs).

Quais são os tipos de manômetros?

Além disso, as células somáticas possuíam níveis mínimos de metilação de citosinas fora dos dinucleótidos CG, enquanto as células pluripotentes induzidas possuíam níveis de metilação semelhantes aos das células embrionárias, entre 0,5 e 1,5%. Compararam-se os padrões de metilação do ADN em ESCs, iPSCs e células somáticas, observando-se semelhanças significativas nos níveis de metilação entre células pluripotentes induzidas e embrionárias. No ensaio de Lister et al., reprogramaram-se células adiposas femininas, fibroblastos do pulmão e fibroblastos do prepúcio para um estado pluripotente induzido com os genes OCT4, SOX2, KLF4 e MYC. Os processos epigenéticos desempenham um papel fundamental na regulação da decisão de destinar uma célula a ser uma célula estaminal, progenitora ou madura diferenciada. Embora a regulação da expressão génica possa ocorrer por meio de elementos cis- ou trans-reguladores, como são os promotores e amplificadores (enhancers) dos genes, surge o problema de como se mantém este padrão de expressão ao longo de numerosas gerações de divisão celular.

ENEMPEDIA

A expressão gênica controla quatro processos para que a célula inicial origine perfeitamente o embrião. Em outras palavras, cada diferente tipo de célula possui a inibição ou a ativação de determinados grupos de genes, responsáveis por definir a função de cada uma delas. Algumas pessoas depositam o sangue do cordão umbilical ou os dentes decíduos de seus filhos, armazenando essas fontes de células-tronco para uso futuro, caso eles precisem. Devido à sua capacidade de se dividir e se diferenciar em células especializadas, as células-tronco oferecem um tratamento potencial para doenças como diabetes e doenças cardíacas (Figura 3.36). Pesquisadores desenvolveram recentemente células-tronco pluripotentes induzidas (iPSCs) a partir de células-tronco adultas de camundongos e humanos. As células-tronco isoladas do sangue do cordão umbilical também são multipotentes, assim como as células dos dentes decíduos (dentes de leite).

  • Apesar de partirem de uma origem comum (zigoto), cada tipo celular seleciona sua “biblioteca de genes” ativos de acordo com sinais e fatores intrínsecos e extrínsecos.
  • Esse processo é denominado desdiferenciação e é o que ocasiona o surgimento de neoplasias.
  • Para verificarem esta previsão, os autores realizaram o perfil do genoma completo dos padrões de metilação do ADN em várias células estaminais embrionárias humanas, em iPSC, e em linhagens de células progenitoras.
  • As divisões celulares assimétricas podem ocorrer por causa de determinantes citoplasmáticos maternos expressos assimetricamente ou devido a sinalização.
  • O ciclo celular acontece constantemente, com algumas células se dividindo mais frequentemente do que outras.

Um tipo de célula-tronco adulta é a célula-tronco epitelial, que dá origem aos queratinócitos nas múltiplas camadas de células epiteliais na epiderme da pele. As células-tronco são únicas porque também podem se dividir e regenerar continuamente novas células-tronco em vez de se especializarem ainda mais. Em contraste, uma célula unipotente é totalmente especializada e só pode se reproduzir para gerar mais de seu próprio tipo celular específico. Finalmente, células multipotentes podem se tornar mais células oligopotentes especializadas.

Por que a Membrana Celular é Essencial para a Diferenciação?

Geralmente possuem potencial mais limitado (multipotentes ou unipotentes), formando apenas células de determinados tecidos. Neste artigo, vamos abordar, de forma didática, o que é a diferenciação celular, como ela ocorre e por que é fundamental para a vida. Em resumo, o papel da sinalização no controlo epigenético do destino de diferenciação da célula em mamíferos é desconhecido em grande medida, mas há vários exemplos que indicam a provável existência de tais mecanismos. Um estudo separado mostrou uma diminuição significativa da proliferação de células estaminais neurais juntamente com um incremento da hematopoiese proliferação de astrocitos no rato Bmi nulo. Em cultura, Bmi1 medeia a capacidade da via Hedgehog de promover a autorrenovação das células estaminais mamárias humanas. Os factores de crescimento compõem o segundo maior conjunto de candidatos para serem reguladores epigenéticos da diferenciação celular.

As proteínas TrxG são recrutadas em regiões com alta actividade transcricional, nas quais catalisam a trimetilação da histona H3 na lisina 4 (H3K4me3) e promovem a activação de genes por meio da acetilação de histonas. Alternativamente, após receberem sinais de diferenciação, as proteínas PcG são recrutadas nos promotores de factores de transcrição de pluripotência. No campo do silenciamento de genes, o complexo repressivo Polycomb 2, que é uma das duas classes da família de proteínas do grupo Polycomb (PcG), catalisa a di- e trimetilação da histona H3 na lisina 27 (H3K27me2/me3). Cerca de 80% dos dinucleótidos CG nas ESCs e iPSCs estavam metilados, tal como estavam apenas 60% dos dinucleótidos CG nas células somáticas. Na espécie Volvox carteri, as 16 células do hemisfério anterior de um embrião de 32 células dividem-se assimetricamente, produzindo cada uma uma célula-filha grande e outra pequena. As moléculas de ARN são um importante tipo de sinal de controlo intracelular da diferenciação.

Entretanto, as interações de uma célula com outras células restringem o destino de uma ou mais participantes. Aqui, a interação da especificação sincicial ocorre entre as diferentes partes de uma mesma célula, mas não entre elas. Embriões de invertebrados (especialmente de moluscos, anelídeos, e tunicados), geralmente possuem especificação autônoma para determinar o destino de suas células. E mais ainda, o embrião de onde foi retirado o blastômero perderá essas células e somente essas células, que seriam produzidas pelo blastômero retirado. O destino da célula ou tecido é considerado especificado quando este é capaz de se diferenciar autonomamente em ambiente neutro (o ambiente é neutro em relação à via de desenvolvimento), como uma placa de Petri ou um tubo de ensaio. O processo de compromisso celular pode ser dividido em dois estágios (Harrison 1933; Slack 1991).

Em contraste, as células-tronco adultas isoladas de um paciente não são vistas como estranhas pelo corpo, mas têm uma gama limitada de diferenciação. Além disso, a destruição de embriões para isolar células-tronco embrionárias levanta consideráveis questões éticas e legais. A terapia baseada em células refere-se ao tratamento no qual células-tronco induzidas a se diferenciar em uma placa de crescimento são injetadas em um paciente para reparar células ou tecidos danificados ou destruídos.

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